Pecuaristas comemoram liberação de avermectinas LA

Os medicamentos, suspensos há nove meses pelo Mapa, são usados no controle de endo e ectoparasitas em bovinos

A liberação para o uso dos produtos à base de avermectinas de longa duração causou alívio para os pecuaristas que dependem dos medicamentos para o controle de endo e ectoparasitas em bovinos, estes responsáveis por perdas de até 40 quilos por animal/ano.

Nesta semana, conforme noticiou em primeira mão a repórter Marcela Caetano, no Portal DBO, o juiz federal substituto do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, na seção judiciária do Distrito Federal, Victor Cretella Passos Silva, suspendeu os efeitos da Instrução Normativa n.° 13 que proibia a fabricação, manipulação, fracionamento, comercialização, importação e uso de produtos antiparasitários de longa ação que contenham como princípio ativo as avermectinas.

A ação ordinária foi proposta pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) no mês de maio do ano passado. Na sentença o autor argumentou que a suspensão do uso do produto não se fundamenta na existência de qualquer perigo à saúde ou à segurança pela utilização da substância que foi proibida, mas no suposto perigo ao fechamento do mercado internacional, sem que se tivesse sido demonstrado ou provado qualquer fato nesse sentido.

Para médico veterinário e diretor da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi, a proibição que por 9 meses tirou das prateleiras o medicamento, numa medida sem base técnica ou cientifica, causou surpresa no setor. Segundo ele, embora ainda de forma liminar, a liberação dos produtos à base de avermectina de longa duração foi nada mais do que uma conscientização da real importância do medicamento.

"Há mais de uma década o produto, que passou por rigorosos testes de biossegurança feitos tanto em laboratório quando em campo, tinha sito aprovado pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)", explica. A Acrimat acredita que em breve a suspensão da proibição seja definitiva. "Assim poderemos novamente contar com esses produtos que auxiliam no manejo, no desempenho e na lucratividade da atividade".

Fonte: Portal DBO, com assessoria Acrimat

Justiça suspende proibição ao uso de avermectinas

Alvo de conflito entre a indústria veterinária e os frigoríficos de carne bovina no ano passado, a Instrução Normativan o 13/2014 do Ministério da Agricultura, que proibiu temporariamente o uso de avermectinas de longa ação vermífugo largamente usados na pecuária brasileira, foi suspensa pela 17a Vara Federal do Distrito Federal. Na prática, a Justiça acolheu os argumentos do Sindam, sindicato patronal que representa a indústria veterinária, liberando as vendas e a produção do vermífugo.

Conforme o juiz Victor Cretella Silva, a decisão de proibir o medicamento foi "abrupta" e "potencialmente contraditória" com a postura anterior do próprio Ministério da Agricultura, que menos de um mês antes recomendava apenas que os medicamentos fossem vendidos sob controle especial. "Éde se questionar se não seria mais coerente a sua manutenção sobre gime de controle especial",disse. Quando a proibição foi criada, Ministério da Agricultura alegou riscos à exportação de carne bovina, por conta das diversas detecções de resíduos em carne enlatada exportada para os EUA. Procurado, o Ministério da Agricultura não respondeu até o fechamento desta edição. Para o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Carnes (Abiec), Antônio Camardelli, a decisão deve ser "acatada". Indagado sobre o risco de novas detecções de resíduos, ele enfatizou que o clima de entendimentos entre indústria veterinária e frigoríficos contribui para "mitigar os riscos", como demonstra a parceria em torno da campanha de combate ao contrabando de avermectina.

No setor veterinário, a decisão foi comemorada. A MSD, braço veterinário da Merck, já iniciou as vendas dos estoques que possui e pretende acelerar a produção, disse Thiago Arantes, diretor de pecuária da empresa. O executivo quer aproveitar a proximidade da campanha de vacinação contra aftosa, em maio. Os pecuaristas costumam utilizar a avermectina no período da vacinação.

(Jornal Valor Econômico/SP




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